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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Se ainda existir amor...

O que eu não sei e não consigo entender
Se é ou não nada mais que um sentimento de posse
se foi isso que tanto sofrimento me causou
se esse foi o resultado de tanta desordem, frieza e desamor
resta-me saber se apenas te quero
ou se ainda te amo
se é costume
ou se me escondo embaixo do pano
porque às vezes sinto que estou presa a ti
mais que um bandido nas algemas velhas
que só trazem calos e dor
mais que um fumante no seu vicio compulsivo
de querer a cada minuto algo que não lhe faz bem
No mentiroso que está preso em suas ilusões, mentiras
tão falsas sem poder desenrolá-las
No pecador que esconde a mão após o tapa
para que ninguém desconfie de que o pecado nada mais é
do que amar sem amor

Inotável

Hoje saí na rua
e a rua não me seguiu
nenhum mísero cachorro latiu em minha direção
os ventos e os olhares se desviavam
deixando-me inotávelmente sem importância
certamente sentiam a dor que habita meu coração
Os furos, já obscuros que se alastram a cada lágrima
essas mesmas lágrimas, ácidas, que corroem todo meu corpo
me levam a acreditar que me deixaram transparente
uma fantasia talvez, um abismo sem recomeço
que de tanto chorar, agora sou invisível
indiferente ou inexistente